Esta semana um cliente me solicitou o projeto de uma casa para ele. Até ai, nada de diferente. A questão é que ele queria uma casa com no máximo 55m², 2 dormitórios, sala integrada a cozinha e 2 banheiros. Lançado o desafio, fui a caça de idéias pela net. Tive acesso a projetos muito interessantes, inusitados e surpreendentes. Resolvi então fazer um post com este tema...
Casa com 45m² localizada no centro de Tóquio. Apesar da assimetria do exterior, internamente ela é bem disposta, iluminada e, quem diria, ampla!, além da aula de volumetria...
Mais um projeto japonês, esta casa se assemelha a um vagão. Grande abertura frontal e dentro, novamente, nada mais que o necessário. Excelente a escolha dos materiais de revestimento de paredes, piso e teto. Como o espaço é pequeno, o arquiteto optou por não levar as divisórias de ambiente até o teto, ampliando assim a área comum. Rasgos horizontais nas fachadas laterias ampliam a sensação de horizontalidade. Ambientes multi-uso facilitam as atividades diárias.
Pra variar, habitação japonesa! Locada em uma área de 4 x 4 m x 9 m de altura é outra aula de ergonomia. Fachada minimalista, possui nas laterais grandes vãos, que quando abertos, trazem o exterior ao interior, mudando também a perspectiva de dentro do quarto. As 3 lajes internas possuem apenas 7 cm de espessura e são interligadas por uma plastica escada em espiral que atravessa todos os ambientes. Na cobertura ainda nasceu uma agradável área ensolarada e intimista.
Essa casa é lá mesmo... Possui volume bem marcante. Diferente da nossa forma de construir, as coberturas destas casas possuem o mesmo material de suas faces laterias e como, normalmente, seus projetistas ousam nas formas, os "telhados" servem para aludir nossa visão, dando a falsa impressão de amplitude.Internamente, aberturas generosas e a habitual aula de ergonomia e espacialidade.
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Como é fácil encontrar material para este tema no Japão, por conta de seu pequeno território, é impossível não nos depararmos com alguns detalhes bem interessantes. No Brasil, calçada de pedestres só eh eficiente, bela e segura em bairros de classe alta. Pelas fotos é possível perceber que estes edifícios encontram-se de locais "classe média" japonesa, porem o cuidado e respeito que se tem com o pedestre, é digno de aplauso. Calçadas bem cuidadas e ausência de obstáculos. Postes de iluminação, energia e demais elementos urbanos ficam, hora na rua, hora na divisa entre rua e calçada. Por que não somos respeitados aqui como eles são lá? O que nos difere deles? Onde erramos???
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